1º lugar: Long
Também grafado dragão chinês e lung
Chinesa AéreoÁguas interiores II milênio a.C. (iconografia)
Criatura serpentina chinesa associada à água, à chuva e à autoridade imperial, de caráter benéfico e função cosmológica.
Motivo da colocação
Influência institucional sem paralelo: regulação jurídica do uso da imagem em trajes de corte, presença em calendário, arquitetura e festivais praticados até hoje.
Origem e documentação
Presente em jades e bronzes muito antigos e depois em todo o corpus escrito chinês. Diferencia-se radicalmente do dragão europeu: não é adversário a ser morto, mas força reguladora das águas e emblema legítimo do poder.
Narrativa principal
As fontes o associam ao controle das chuvas, aos rios e ao mar, com rituais destinados a solicitar sua ação em períodos de seca. Na estrutura imperial, o número de garras e o uso da imagem eram regulados por norma, e usurpar esses emblemas constituía ofensa. Sua importância é, portanto, tanto religiosa quanto jurídica.
Variantes e divergências entre fontes
- A tradição distingue vários tipos, associados a céu, terra, mar e tesouros ocultos.
- A composição do corpo é descrita por listas de partes de animais diversos, com variação entre fontes.
- Versões coreana, japonesa e vietnamita apresentam diferenças formais reconhecíveis.
Recepção posterior
É provavelmente a criatura lendária com maior presença material contínua no mundo, de arquitetura a festivais praticados até hoje.
Fontes desta posição
- , Shanhaijing (Clássico das Montanhas e dos Mares), The Classic of Mountains and Seas, tradução de Anne Birrell, Penguin Classics, 1999. Compilação do período Zhou ao Han.
- , Handbook of Chinese Mythology, ABC-CLIO, 2005.
- , A Chinese Bestiary: Strange Creatures from the Guideways through Mountains and Seas, University of California Press, 2002.
- , Collection online, acervo digital, consulta contínua. Acervo
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