1º lugar: Cérbero
Também grafado Kerberos
Greco-romana Subterrâneo Séc. VIII a.C.
Cão de múltiplas cabeças que guarda a entrada do mundo inferior grego, impedindo que os mortos retornem.
Motivo da colocação
O guardião de passagem mais representado na cerâmica grega, atravessado por Héracles, por Orfeu e pela Sibila de três maneiras distintas.
Origem e documentação
Hesíodo o nomeia e lhe atribui cinquenta cabeças; a tradição posterior fixou três. É o guardião de passagem mais representado na cerâmica grega, quase sempre na cena de captura por Héracles.
Narrativa principal
No último dos doze trabalhos, Héracles desce ao mundo inferior e traz a criatura à superfície, devolvendo-a depois. Em outras narrativas, Orfeu atravessa a mesma guarda pela música, e a Eneida descreve Sibila adormecendo o animal com alimento preparado.
Variantes e divergências entre fontes
- O número de cabeças oscila entre uma, duas, três e cinquenta conforme a fonte.
- Algumas descrições acrescentam serpentes ao dorso e à cauda.
- Na iconografia arcaica aparece com frequência com duas cabeças, não três.
Fontes desta posição
- , Teogonia, tradução de Jaa Torrano, Iluminuras, 2003. Composição atribuída ao século VII a.C..
- , Ilíada, tradução de Frederico Lourenço, Penguin-Companhia, 2013. Composição atribuída ao século VIII a.C..
- , Biblioteca, The Library of Greek Mythology, tradução de Robin Hard, Oxford World’s Classics, 1997. Compilação de época imperial romana.
- , Eneida, tradução de Carlos Alberto Nunes, Editora 34, 2016. Século I a.C..
- , Early Greek Myth: A Guide to Literary and Artistic Sources, Johns Hopkins University Press, 1993.