Weird Sea Monsters Monstros Lendários

Tradição mitológica

Brasil

Repertório formado pelo encontro de tradições indígenas, africanas e ibéricas, documentado por relatos coloniais e pela pesquisa folclórica brasileira.

Todo o território brasileiro Século XVI – presente 20 criaturas no acervo

O Brasil aparece na documentação de criaturas lendárias desde o século XVI, em relatos de Anchieta, Gândavo, Léry e Staden. No século XIX, Couto de Magalhães e Barbosa Rodrigues registraram narrativas amazônicas, muitas em nheengatu, com tradução.

A sistematização maior veio no século XX com Luís da Câmara Cascudo, cujo Dicionário do Folclore Brasileiro e Geografia dos Mitos Brasileiros seguem sendo as referências de partida para qualquer trabalho sério sobre o tema.

O material brasileiro tem uma característica marcante: a variação regional é enorme e documentada. Um mesmo nome cobre criaturas diferentes no Pará e no Rio Grande do Sul, e essas variantes são registradas nas fichas deste site em vez de niveladas em uma versão única.

Rankings

Listas que tratam desta tradição

Rankings dedicados a esta tradição ou que incluem suas criaturas em recortes comparativos.

Monstros marinhos Brasileira

Criaturas das águas no folclore brasileiro

Do litoral registrado no século XVI aos igarapés amazônicos: o repertório aquático brasileiro e sua documentação.

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Tipos e temas Brasileira

Criaturas lendárias do Brasil

O repertório brasileiro completo: indígena, africano e ibérico, documentado desde o século XVI até a pesquisa folclórica moderna.

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Cronologia

Criaturas desta tradição

Ordenadas pela atestação documental mais antiga identificável. A data é do registro, não da criatura.

Criaturas da tradição, ordenadas pela atestação
CriaturaRegistro mais antigoDocumentoAmbiente
Anhangá Séc. XVI Cartas de Anchieta e crônicas coloniais Terrestre
Boitatá Séc. XVI (menção) Carta de Anchieta e documentação folclórica posterior Terrestre e Águas interiores
Curupira Séc. XVI (menção) Cartas de Anchieta; documentação folclórica dos séc. XIX e XX Terrestre
Ipupiara Séc. XVI Cartas de Anchieta e crônica de Gândavo, 1576 Marítimo e Águas interiores
Caipora Séc. XIX Documentação folclórica brasileira Terrestre
Saci Séc. XIX Documentação folclórica brasileira Terrestre e Aéreo
Cuca Séc. XIX Documentação folclórica; cantigas de ninar de origem ibérica Terrestre
Lobisomem brasileiro Séc. XIX Documentação folclórica brasileira; raízes ibéricas Terrestre
Mula sem cabeça Séc. XIX Documentação folclórica brasileira; raízes ibéricas Terrestre
Mãe do Ouro Séc. XIX Tradição de regiões mineradoras documentada pela pesquisa folclórica Aéreo e Subterrâneo
Minhocão Séc. XIX Relatos publicados na imprensa e documentação folclórica Subterrâneo e Águas interiores
Cobra Grande Séc. XIX Couto de Magalhães, Barbosa Rodrigues e Cascudo Águas interiores
Iara Séc. XIX Couto de Magalhães e coleta folclórica posterior Águas interiores
Boto encantado Séc. XIX Poranduba Amazonense e coleta folclórica Águas interiores
Cabeça de Cuia Séc. XIX – XX Tradição oral piauiense documentada pela pesquisa folclórica Águas interiores
Matinta Perera Séc. XIX – XX Documentação folclórica amazônica Aéreo
Corpo Seco Séc. XX Documentação folclórica brasileira Terrestre
Mapinguari Séc. XX Documentação folclórica amazônica Terrestre
Pisadeira Séc. XX Documentação folclórica do Sudeste Terrestre
Capelobo Séc. XX Documentação folclórica do norte e nordeste Terrestre e Subterrâneo
Bibliografia

Fontes desta tradição

Fontes antigas, traduções de referência e obras de consulta usadas nas páginas desta tradição.

Bibliografia completa
  • Luís da Câmara Cascudo, Dicionário do Folclore Brasileiro, Global Editora, 1954 (1ª ed.).
  • Luís da Câmara Cascudo, Geografia dos Mitos Brasileiros, Global Editora, 1947 (1ª ed.).
  • José Vieira Couto de Magalhães, O Selvagem, Rio de Janeiro, 1876. Compilação de narrativas em nheengatu com tradução.
  • João Barbosa Rodrigues, Poranduba Amazonense, Rio de Janeiro, 1890.
  • José de Anchieta, Cartas, informações, fragmentos históricos e sermões, edições da Academia Brasileira de Letras e da Itatiaia, séc. XVI.
  • Pero de Magalhães Gândavo, Tratado da Terra do Brasil / História da Província Santa Cruz, Lisboa; edições fac-similares brasileiras, 1576.
  • Jean de Léry, Viagem à Terra do Brasil, Histoire d’un voyage faict en la terre du Brésil; edições brasileiras modernas, 1578.
  • Hans Staden, Duas Viagens ao Brasil, Marburgo; edições brasileiras modernas, 1557.
  • Biblioteca Nacional (Brasil), Biblioteca Nacional Digital, acervo digital, consulta contínua. Acervo
  • Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, Acervo e publicações, Universidade de São Paulo, consulta contínua. Acervo