Brasil
Corpo Seco
Também grafado corpo-seco
Morto que, nas narrativas brasileiras, não é aceito pela terra e vaga ressecado por estradas e cemitérios.
Origem e documentação
Figura de tradição católica popular rural, articulada à ideia de que faltas graves impedem o repouso do corpo. Documentada em coletas folclóricas do Sudeste e do Sul.
Narrativa principal
As narrativas relatam que a terra rejeita o corpo de quem cometeu faltas extremas, em geral contra a própria mãe, e que o cadáver permanece intacto e seco, aparecendo à noite em caminhos. O relato funciona como sanção moral, e não como episódio de combate.
Variantes e divergências entre fontes
- A falta que origina a condição varia, mas a ofensa à mãe é a mais recorrente.
- Algumas versões o descrevem imóvel em local fixo; outras, errante.
Sobre esta página: a descrição acima reproduz o que as fontes indicadas registram sobre uma criatura de narrativa cultural. Nada aqui afirma sua existência, e não atribuímos tamanho, idade, força ou perigo que as fontes não declarem.
Rankings em que Corpo Seco aparece
A mesma criatura recebe notas diferentes em rankings diferentes, porque cada lista pondera os critérios de outra maneira. As notas são avaliações editoriais comparativas sobre a documentação disponível. Não são medições, não expressam tamanho, idade, força ou perigo, e não devem ser lidas como dados científicos.
Fontes desta criatura
- , Dicionário do Folclore Brasileiro, Global Editora, 1954 (1ª ed.).
- , Geografia dos Mitos Brasileiros, Global Editora, 1947 (1ª ed.).
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