Weird Sea Monsters Monstros Lendários

Brasil

Cobra Grande

Também grafado Boiúna, Mboiúna e Honorato

Serpente colossal dos rios amazônicos que, nas narrativas, dorme sob barrancos, abre canais e às vezes é confundida com embarcação iluminada.

Brasileira Águas interiores Serpente Gigante

Origem e documentação

Presente em narrativas indígenas e ribeirinhas de toda a bacia amazônica, com documentação desde o século XIX. É a criatura brasileira com maior variação regional documentada.

Narrativa principal

As narrativas atribuem a ela a formação de furos e canais, o desbarrancamento de margens e o afundamento de embarcações. Um motivo recorrente é o da serpente que à noite exibe luzes, sendo tomada por navio. No ciclo de Honorato, uma criança encantada em serpente pode ser desencantada sob condições que quase nunca se cumprem.

Variantes e divergências entre fontes

  • Nomes e atributos variam por sub-região: Boiúna, Cobra Norato, Cobra Honorato.
  • Em algumas versões é protetora do rio; em outras, ameaça.
  • A associação com fenômenos geológicos de erosão fluvial é registrada por diversos pesquisadores.

Recepção posterior

O ciclo de Cobra Norato entrou na literatura brasileira moderna por meio da poesia, ampliando o alcance da figura.

Sobre esta página: a descrição acima reproduz o que as fontes indicadas registram sobre uma criatura de narrativa cultural. Nada aqui afirma sua existência, e não atribuímos tamanho, idade, força ou perigo que as fontes não declarem.

Colocações

Rankings em que Cobra Grande aparece

A mesma criatura recebe notas diferentes em rankings diferentes, porque cada lista pondera os critérios de outra maneira. As notas são avaliações editoriais comparativas sobre a documentação disponível. Não são medições, não expressam tamanho, idade, força ou perigo, e não devem ser lidas como dados científicos.

Criaturas das águas no folclore brasileiro

Monstros marinhos · entre 11 posições · Presença muito consistente nas fontes

83,8/100

Monstros de lagos e rios

Monstros marinhos · entre 12 posições · Boa sustentação documental

77,5/100

Criaturas lendárias do Brasil

Tipos e temas · entre 16 posições · Presença muito consistente nas fontes

82,0/100

13º

Serpentes lendárias

Tipos e temas · entre 13 posições · Boa sustentação documental

74,3/100

Bibliografia

Fontes desta criatura

  • José Vieira Couto de Magalhães, O Selvagem, Rio de Janeiro, 1876. Compilação de narrativas em nheengatu com tradução.
  • João Barbosa Rodrigues, Poranduba Amazonense, Rio de Janeiro, 1890.
  • Luís da Câmara Cascudo, Dicionário do Folclore Brasileiro, Global Editora, 1954 (1ª ed.).
  • Luís da Câmara Cascudo, Geografia dos Mitos Brasileiros, Global Editora, 1947 (1ª ed.).