Brasil
Boitatá
Também grafado Baitatá, Batatão e Mbaitatá
Serpente de fogo do folclore brasileiro, descrita como facho luminoso que percorre campos e atravessa caminhos à noite.
Origem e documentação
Anchieta registra, no século XVI, uma figura luminosa temida pelos indígenas, comumente identificada como a base dessa tradição. O nome é interpretado a partir do tupi como "cobra de fogo".
Narrativa principal
As narrativas a descrevem como fogo em movimento que persegue quem anda sozinho à noite ou que protege os campos de quem os queima. Em várias regiões é associada a fenômenos luminosos observados em áreas alagadas, leitura que os pesquisadores folclóricos registraram desde cedo.
Variantes e divergências entre fontes
- No Sul aparece sobretudo como fogo protetor dos campos; no Nordeste, como ameaça de estrada.
- A forma varia entre serpente, tição e simples clarão sem corpo definido.
Sobre esta página: a descrição acima reproduz o que as fontes indicadas registram sobre uma criatura de narrativa cultural. Nada aqui afirma sua existência, e não atribuímos tamanho, idade, força ou perigo que as fontes não declarem.
Rankings em que Boitatá aparece
A mesma criatura recebe notas diferentes em rankings diferentes, porque cada lista pondera os critérios de outra maneira. As notas são avaliações editoriais comparativas sobre a documentação disponível. Não são medições, não expressam tamanho, idade, força ou perigo, e não devem ser lidas como dados científicos.
Fontes desta criatura
- , Cartas, informações, fragmentos históricos e sermões, edições da Academia Brasileira de Letras e da Itatiaia, séc. XVI.
- , Dicionário do Folclore Brasileiro, Global Editora, 1954 (1ª ed.).
- , Geografia dos Mitos Brasileiros, Global Editora, 1947 (1ª ed.).
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