Weird Sea Monsters Monstros Lendários

Brasil

Boitatá

Também grafado Baitatá, Batatão e Mbaitatá

Serpente de fogo do folclore brasileiro, descrita como facho luminoso que percorre campos e atravessa caminhos à noite.

Brasileira TerrestreÁguas interiores Serpente

Origem e documentação

Anchieta registra, no século XVI, uma figura luminosa temida pelos indígenas, comumente identificada como a base dessa tradição. O nome é interpretado a partir do tupi como "cobra de fogo".

Narrativa principal

As narrativas a descrevem como fogo em movimento que persegue quem anda sozinho à noite ou que protege os campos de quem os queima. Em várias regiões é associada a fenômenos luminosos observados em áreas alagadas, leitura que os pesquisadores folclóricos registraram desde cedo.

Variantes e divergências entre fontes

  • No Sul aparece sobretudo como fogo protetor dos campos; no Nordeste, como ameaça de estrada.
  • A forma varia entre serpente, tição e simples clarão sem corpo definido.

Sobre esta página: a descrição acima reproduz o que as fontes indicadas registram sobre uma criatura de narrativa cultural. Nada aqui afirma sua existência, e não atribuímos tamanho, idade, força ou perigo que as fontes não declarem.

Colocações

Rankings em que Boitatá aparece

A mesma criatura recebe notas diferentes em rankings diferentes, porque cada lista pondera os critérios de outra maneira. As notas são avaliações editoriais comparativas sobre a documentação disponível. Não são medições, não expressam tamanho, idade, força ou perigo, e não devem ser lidas como dados científicos.

Criaturas lendárias do Brasil

Tipos e temas · entre 16 posições · Presença muito consistente nas fontes

83,3/100

Criaturas das águas no folclore brasileiro

Monstros marinhos · entre 11 posições · Presença muito consistente nas fontes

80,8/100

Bibliografia

Fontes desta criatura

  • José de Anchieta, Cartas, informações, fragmentos históricos e sermões, edições da Academia Brasileira de Letras e da Itatiaia, séc. XVI.
  • Luís da Câmara Cascudo, Dicionário do Folclore Brasileiro, Global Editora, 1954 (1ª ed.).
  • Luís da Câmara Cascudo, Geografia dos Mitos Brasileiros, Global Editora, 1947 (1ª ed.).