Brasil
Anhangá
Também grafado Anhanga e Anhangá-piri
Entidade registrada em fontes coloniais brasileiras como espírito das matas capaz de assumir formas animais, sobretudo de veado.
Origem e documentação
Os missionários do século XVI registraram o termo e o interpretaram em chave cristã, aproximando-o do demônio — leitura que os estudos posteriores identificam como distorção do sentido original nas culturas tupis.
Narrativa principal
As narrativas folclóricas o apresentam como protetor da caça, especialmente de fêmeas com filhotes, aparecendo como veado de olhos de fogo para afastar caçadores. Como no caso do Curupira, a figura codifica limites para a caça, e o encontro serve de advertência mais que de ataque.
Variantes e divergências entre fontes
- A tradução missionária por "diabo" é considerada imprecisa pelos estudos de etnologia.
- A forma de veado é a mais frequente, mas há variantes com outros animais.
Sobre esta página: a descrição acima reproduz o que as fontes indicadas registram sobre uma criatura de narrativa cultural. Nada aqui afirma sua existência, e não atribuímos tamanho, idade, força ou perigo que as fontes não declarem.
Rankings em que Anhangá aparece
A mesma criatura recebe notas diferentes em rankings diferentes, porque cada lista pondera os critérios de outra maneira. As notas são avaliações editoriais comparativas sobre a documentação disponível. Não são medições, não expressam tamanho, idade, força ou perigo, e não devem ser lidas como dados científicos.
Fontes desta criatura
- , Cartas, informações, fragmentos históricos e sermões, edições da Academia Brasileira de Letras e da Itatiaia, séc. XVI.
- , Dicionário do Folclore Brasileiro, Global Editora, 1954 (1ª ed.).
- , O Selvagem, Rio de Janeiro, 1876. Compilação de narrativas em nheengatu com tradução.
- , Acervo e publicações, Universidade de São Paulo, consulta contínua. Acervo
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