1º lugar: Curupira
Também grafado Currupira
Brasileira Terrestre Séc. XVI (menção)
Guardião da floresta brasileira, descrito com pés voltados para trás, que desorienta caçadores e pune o abuso na caça.
Motivo da colocação
Criatura de mata e não de água, incluída pela menção quinhentista que compartilha com as figuras aquáticas e pelo papel de guardião de recursos naturais.
Origem e documentação
Anchieta menciona no século XVI um ser temido pelos indígenas nas matas, referência considerada a mais antiga associada a essa figura. A documentação detalhada vem da pesquisa folclórica dos séculos XIX e XX.
Narrativa principal
O motivo central é o rastro invertido: quem segue as pegadas anda no sentido contrário e se perde. As narrativas associam a criatura à punição de quem caça fêmeas com filhotes, mata sem necessidade ou desperdiça a carne — um código de conduta sobre o uso da floresta transmitido em forma de história.
Variantes e divergências entre fontes
- Aparece como criança, como ser pequeno de cabelos vermelhos ou como figura indistinta, segundo a região.
- Em algumas áreas se confunde com o Caipora; em outras, são figuras distintas.
- Há variantes que admitem acordo com caçadores mediante oferta de tabaco ou cachaça.
Fontes desta posição
- , Cartas, informações, fragmentos históricos e sermões, edições da Academia Brasileira de Letras e da Itatiaia, séc. XVI.
- , O Selvagem, Rio de Janeiro, 1876. Compilação de narrativas em nheengatu com tradução.
- , Dicionário do Folclore Brasileiro, Global Editora, 1954 (1ª ed.).
- , Geografia dos Mitos Brasileiros, Global Editora, 1947 (1ª ed.).
Links relacionados
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