1º lugar: Minotauro
Também grafado Asterion
Greco-romana TerrestreSubterrâneo Séc. VII a.C.
Criatura de corpo humano e cabeça de touro confinada no Labirinto de Cnossos, alimentada com tributos humanos enviados de Atenas.
Motivo da colocação
A inversão em relação aos híbridos guardiões orientais é notável: aqui o corpo humano recebe a cabeça animal, e a criatura é confinada, não exibida.
Origem e documentação
A narrativa articula elementos cretenses e a memória ateniense de tributo a Creta. A iconografia do combate com Teseu é frequente na cerâmica ática, e o labirinto foi associado na Antiguidade ao palácio de Cnossos.
Narrativa principal
Minos manda construir o Labirinto para conter a criatura nascida de sua esposa. Atenas envia periodicamente jovens como tributo, até que Teseu se oferece entre eles. Com o fio dado por Ariadne, mata a criatura e reencontra a saída — episódio em que o obstáculo é tanto o monstro quanto a arquitetura.
Variantes e divergências entre fontes
- Fontes divergem sobre o intervalo e o número de jovens enviados no tributo.
- Algumas leituras racionalizantes antigas interpretam o episódio como memória de domínio político cretense sobre Atenas.
Recepção posterior
A associação entre labirinto e criatura no centro tornou-se estrutura narrativa recorrente na literatura ocidental.
Fontes desta posição
- , Biblioteca, The Library of Greek Mythology, tradução de Robin Hard, Oxford World’s Classics, 1997. Compilação de época imperial romana.
- , Metamorfoses, tradução de Domingos Lucas Dias, Editora 34, 2017. Concluída por volta do ano 8 d.C..
- , Descrição da Grécia, Description of Greece, Loeb Classical Library, séc. II d.C.. Relato de viagem e topografia sagrada.
- , Early Greek Myth: A Guide to Literary and Artistic Sources, Johns Hopkins University Press, 1993.