1º lugar: Tiamat
Também grafado Tiāmat
Mesopotâmica Marítimo II milênio a.C.
Personificação das águas salgadas primordiais no poema babilônico da criação, vencida por Marduk em combate que origina o mundo organizado.
Motivo da colocação
Texto completo preservado, recitação ritual documentada e função cosmogônica explícita. É o combate contra o mar mais antigo que se pode ler integralmente hoje.
Origem e documentação
Figura central do Enuma Elish, recitado ritualmente na Babilônia. Representa o mar primordial anterior a qualquer ordem, e sua derrota funda a ordem cósmica e legitima a supremacia de Marduk.
Narrativa principal
Depois da morte de seu consorte, Tiamat prepara um exército de criaturas monstruosas e escolhe Kingu como comandante. Marduk aceita o desafio em troca da soberania entre os deuses, aprisiona-a em uma rede de ventos, dispara-lhe uma flecha e a divide, formando com as partes o céu e a terra. O relato é o mais antigo grande combate contra criatura aquática de que há registro escrito completo.
Variantes e divergências entre fontes
- Versões e cópias do poema apresentam diferenças na lista das criaturas que ela cria.
- A leitura da figura como dragão é interpretação posterior; o texto a descreve de forma mais ambígua.
Recepção posterior
Serviu de base para estudos comparados sobre combates contra serpentes marinhas em textos ugaríticos e hebraicos.
Fontes desta posição
- , Myths from Mesopotamia, Oxford World’s Classics, Oxford University Press, 2000. Inclui Enuma Elish, Atrahasis e Anzu.
- , Gods, Demons and Symbols of Ancient Mesopotamia, British Museum Press, 1992.
- , Collection online, acervo digital, consulta contínua. Acervo
- , Collections, acervo digital, consulta contínua. Acervo