Mesopotâmia
Homens-escorpião
Também grafado girtablilu e aqrabuamelu
Seres metade humanos, metade escorpiões, que guardam a passagem pela qual o sol entra e sai na cosmologia mesopotâmica.
Origem e documentação
Aparecem na Epopeia de Gilgamesh e em selos cilíndricos. Sua posição é de fronteira: vigiam o limite entre o mundo dos vivos e a região onde o sol percorre a noite.
Narrativa principal
Quando Gilgamesh chega às montanhas gêmeas em busca de Utnapishtim, encontra o casal de guardiões, cujo olhar é descrito como fatal. Diferente do esperado, eles não o impedem: reconhecem sua parte divina e o advertem sobre a travessia de doze horas na escuridão. É um guardião que negocia, não que combate.
Variantes e divergências entre fontes
- A iconografia em selos varia quanto à proporção entre partes humanas e de escorpião.
- Textos rituais os mencionam também em função protetora de portais.
Sobre esta página: a descrição acima reproduz o que as fontes indicadas registram sobre uma criatura de narrativa cultural. Nada aqui afirma sua existência, e não atribuímos tamanho, idade, força ou perigo que as fontes não declarem.
Rankings em que Homens-escorpião aparece
A mesma criatura recebe notas diferentes em rankings diferentes, porque cada lista pondera os critérios de outra maneira. As notas são avaliações editoriais comparativas sobre a documentação disponível. Não são medições, não expressam tamanho, idade, força ou perigo, e não devem ser lidas como dados científicos.
Fontes desta criatura
- , A Epopeia de Gilgamesh, The Epic of Gilgamesh, tradução de Andrew George, Penguin Classics, 1999. Versão padrão acádica, II milênio a.C..
- , Gods, Demons and Symbols of Ancient Mesopotamia, British Museum Press, 1992.
- , Myths from Mesopotamia, Oxford World’s Classics, Oxford University Press, 2000. Inclui Enuma Elish, Atrahasis e Anzu.
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