Weird Sea Monsters Monstros Lendários

Mesopotâmia

Homens-escorpião

Também grafado girtablilu e aqrabuamelu

Seres metade humanos, metade escorpiões, que guardam a passagem pela qual o sol entra e sai na cosmologia mesopotâmica.

Mesopotâmica Terrestre Híbrido Guardião

Origem e documentação

Aparecem na Epopeia de Gilgamesh e em selos cilíndricos. Sua posição é de fronteira: vigiam o limite entre o mundo dos vivos e a região onde o sol percorre a noite.

Narrativa principal

Quando Gilgamesh chega às montanhas gêmeas em busca de Utnapishtim, encontra o casal de guardiões, cujo olhar é descrito como fatal. Diferente do esperado, eles não o impedem: reconhecem sua parte divina e o advertem sobre a travessia de doze horas na escuridão. É um guardião que negocia, não que combate.

Variantes e divergências entre fontes

  • A iconografia em selos varia quanto à proporção entre partes humanas e de escorpião.
  • Textos rituais os mencionam também em função protetora de portais.

Sobre esta página: a descrição acima reproduz o que as fontes indicadas registram sobre uma criatura de narrativa cultural. Nada aqui afirma sua existência, e não atribuímos tamanho, idade, força ou perigo que as fontes não declarem.

Colocações

Rankings em que Homens-escorpião aparece

A mesma criatura recebe notas diferentes em rankings diferentes, porque cada lista pondera os critérios de outra maneira. As notas são avaliações editoriais comparativas sobre a documentação disponível. Não são medições, não expressam tamanho, idade, força ou perigo, e não devem ser lidas como dados científicos.

Bestas do mar nos textos do Oriente Próximo antigo

Monstros marinhos · entre 11 posições · Boa sustentação documental

75,5/100

Criaturas da Mesopotâmia

Tradições mitológicas · entre 10 posições · Boa sustentação documental

76,0/100

15º

Criaturas mais antigas registradas em fontes históricas

Tipos e temas · entre 16 posições · Presença muito consistente nas fontes

80,0/100

Bibliografia

Fontes desta criatura

  • Anônimo, A Epopeia de Gilgamesh, The Epic of Gilgamesh, tradução de Andrew George, Penguin Classics, 1999. Versão padrão acádica, II milênio a.C..
  • Jeremy Black e Anthony Green, Gods, Demons and Symbols of Ancient Mesopotamia, British Museum Press, 1992.
  • Stephanie Dalley (ed.), Myths from Mesopotamia, Oxford World’s Classics, Oxford University Press, 2000. Inclui Enuma Elish, Atrahasis e Anzu.