1º lugar: Humbaba
Também grafado Huwawa
Mesopotâmica Terrestre III – II milênio a.C.
Guardião designado pelos deuses para proteger a floresta de cedros, morto por Gilgamesh e Enkidu na epopeia acádica.
Motivo da colocação
Aparece em versões sumérias do ciclo de Gilgámesh e em máscaras de argila escavadas, combinando atestação textual e material muito antigas.
Origem e documentação
Aparece em narrativas sumérias antes de integrar a versão padrão da Epopeia de Gilgamesh. Máscaras de argila com seu rosto foram encontradas em contexto arqueológico, o que lhe dá atestação material além da textual.
Narrativa principal
Gilgamesh e Enkidu viajam à floresta proibida para derrubar cedros e enfrentar seu guardião. Após vencer, hesitam diante do pedido de clemência e o matam. A epopeia trata o ato como transgressão com consequências: a morte de Enkidu é ligada a essa e a outras afrontas, o que torna o episódio moralmente ambíguo desde a fonte mais antiga.
Variantes e divergências entre fontes
- As versões sumérias e a versão padrão acádica divergem quanto ao diálogo final e ao papel de Enkidu.
- A grafia do nome varia entre Huwawa e Humbaba conforme a tradição textual.
Fontes desta posição
- , A Epopeia de Gilgamesh, The Epic of Gilgamesh, tradução de Andrew George, Penguin Classics, 1999. Versão padrão acádica, II milênio a.C..
- , Myths from Mesopotamia, Oxford World’s Classics, Oxford University Press, 2000. Inclui Enuma Elish, Atrahasis e Anzu.
- , Gods, Demons and Symbols of Ancient Mesopotamia, British Museum Press, 1992.
- , Collection online, acervo digital, consulta contínua. Acervo
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