1º lugar: Ciclopes
Também grafado Kyklopes e Polifemo
Greco-romana Terrestre Séc. VIII a.C.
Gigantes de um só olho; na Odisseia formam um povo pastoril sem leis, e em Hesíodo são artífices que forjam o raio de Zeus.
Motivo da colocação
O episódio de Polifemo é um dos mais lembrados da literatura antiga, e a coexistência de pastores selvagens e ferreiros cósmicos sob o mesmo nome é dado valioso.
Origem e documentação
As fontes gregas apresentam duas concepções distintas sob o mesmo nome: os pastores selvagens do relato homérico e os ferreiros cósmicos da Teogonia. A tradição antiga nunca conciliou as duas.
Narrativa principal
Odisseu e seus companheiros ficam presos na caverna de Polifemo, que devora parte da tripulação. O herói se apresenta como "Ninguém", embriaga o gigante, cega-o com uma estaca e escapa sob o ventre dos carneiros. A fuga pela palavra e pelo engenho é o núcleo do episódio.
Variantes e divergências entre fontes
- Hesíodo nomeia três ciclopes artífices, sem relação com o episódio homérico.
- Fontes tardias atribuem a eles a construção de muralhas ditas ciclópicas em Micenas e Tirinto.
Fontes desta posição
- , Odisseia, tradução de Trajano Vieira, Editora 34, 2011. Composição atribuída ao século VIII a.C..
- , Teogonia, tradução de Jaa Torrano, Iluminuras, 2003. Composição atribuída ao século VII a.C..
- , Biblioteca, The Library of Greek Mythology, tradução de Robin Hard, Oxford World’s Classics, 1997. Compilação de época imperial romana.
- , Early Greek Myth: A Guide to Literary and Artistic Sources, Johns Hopkins University Press, 1993.