1º lugar: Sirenes
Também grafado Seirenes e sereias gregas
Greco-romana MarítimoAéreo Séc. VIII a.C.
Cantoras insulares que atraem navegantes à morte pelo canto; na tradição grega são figuras com corpo de ave, não de peixe.
Motivo da colocação
Duas cenas clássicas — a travessia de Odisseu e a resposta de Orfeu — e a maior influência posterior de toda a tradição marítima grega, já que dela deriva a sereia europeia moderna.
Origem e documentação
A confusão moderna entre sirene e mulher-peixe é medieval, não grega. A iconografia antiga as representa como aves de cabeça e busto femininos, frequentemente em contexto funerário.
Narrativa principal
Circe adverte Odisseu sobre a ilha onde o canto imobiliza quem escuta. Ele tampa os ouvidos da tripulação com cera e se faz amarrar ao mastro, atravessando a rota para ouvir sem sucumbir. Na versão dos Argonautas, Orfeu neutraliza o canto tocando mais alto.
Variantes e divergências entre fontes
- O número varia entre duas, três e mais, com nomes divergentes nas fontes.
- Autores antigos situam a ilha em pontos diferentes do Tirreno.
- A forma de mulher-peixe consolida-se apenas em bestiários e iconografia medievais.
Recepção posterior
A fusão medieval entre a sirene-ave grega e figuras aquáticas produziu a sereia moderna, hoje presente em quase todas as tradições populares europeias.
Fontes desta posição
- , Odisseia, tradução de Trajano Vieira, Editora 34, 2011. Composição atribuída ao século VIII a.C..
- , Argonáuticas, Argonautica, tradução de William H. Race, Loeb Classical Library, Harvard University Press, 2008. Século III a.C..
- , Physiologus, tradução de Michael J. Curley, University of Chicago Press, 1979. Alexandria, séc. II–IV d.C..
- , Early Greek Myth: A Guide to Literary and Artistic Sources, Johns Hopkins University Press, 1993.