Grécia e Roma
Cila
Também grafado Skylla e Scylla
Criatura marinha de muitas cabeças caninas descrita na Odisseia como guardiã de um lado de estreito, oposta a um redemoinho devorador.
Origem e documentação
Aparece pela primeira vez na Odisseia, associada a um estreito de navegação difícil que a Antiguidade tardia identificou com Messina. Fontes posteriores lhe dão genealogias divergentes.
Narrativa principal
No canto XII da Odisseia, Circe adverte que a rota obriga a escolher entre dois perigos: passar perto de Cila e perder alguns tripulantes, ou arriscar a nau inteira no redemoinho vizinho. Odisseu escolhe o primeiro e perde seis companheiros. A cena consolidou-se como imagem do dilema sem saída boa.
Variantes e divergências entre fontes
- Ovídio, nas Metamorfoses, narra uma versão em que Cila era uma jovem transformada por feitiço, leitura ausente em Homero.
- Autores tardios multiplicam o número de cabeças e cães, sem consenso entre as fontes.
- A identificação geográfica com o estreito de Messina é interpretação antiga, não dado do texto homérico.
Recepção posterior
A expressão "entre Cila e Caríbdis" entrou nas línguas europeias como fórmula para a escolha entre dois males.
Sobre esta página: a descrição acima reproduz o que as fontes indicadas registram sobre uma criatura de narrativa cultural. Nada aqui afirma sua existência, e não atribuímos tamanho, idade, força ou perigo que as fontes não declarem.
Rankings em que Cila aparece
A mesma criatura recebe notas diferentes em rankings diferentes, porque cada lista pondera os critérios de outra maneira. As notas são avaliações editoriais comparativas sobre a documentação disponível. Não são medições, não expressam tamanho, idade, força ou perigo, e não devem ser lidas como dados científicos.
Fontes desta criatura
- , Odisseia, tradução de Trajano Vieira, Editora 34, 2011. Composição atribuída ao século VIII a.C..
- , Metamorfoses, tradução de Domingos Lucas Dias, Editora 34, 2017. Concluída por volta do ano 8 d.C..
- , Biblioteca, The Library of Greek Mythology, tradução de Robin Hard, Oxford World’s Classics, 1997. Compilação de época imperial romana.
- , Early Greek Myth: A Guide to Literary and Artistic Sources, Johns Hopkins University Press, 1993.
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