Grécia e Roma
Caríbdis
Também grafado Kharybdis
Sorvedouro personificado que, nas fontes gregas, engole e devolve a água do mar em ciclos, ameaçando tragar embarcações inteiras.
Origem e documentação
Descrita na Odisseia como contraparte de Cila no mesmo estreito. Diferentemente de outras criaturas gregas, quase não tem biografia mítica: é essencialmente um fenômeno marinho personificado.
Narrativa principal
Homero descreve o ciclo de sucção e expulsão de água como armadilha impossível de enfrentar de frente. Na segunda passagem de Odisseu pelo estreito, já sem navio, o herói se agarra a uma figueira sobre o sorvedouro e espera que os destroços de sua embarcação sejam devolvidos à superfície.
Variantes e divergências entre fontes
- Algumas fontes tardias a apresentam como filha de divindades marinhas punida com essa forma.
- Autores antigos divergem sobre se o ciclo ocorria duas ou três vezes ao dia.
Sobre esta página: a descrição acima reproduz o que as fontes indicadas registram sobre uma criatura de narrativa cultural. Nada aqui afirma sua existência, e não atribuímos tamanho, idade, força ou perigo que as fontes não declarem.
Rankings em que Caríbdis aparece
A mesma criatura recebe notas diferentes em rankings diferentes, porque cada lista pondera os critérios de outra maneira. As notas são avaliações editoriais comparativas sobre a documentação disponível. Não são medições, não expressam tamanho, idade, força ou perigo, e não devem ser lidas como dados científicos.
Fontes desta criatura
- , Odisseia, tradução de Trajano Vieira, Editora 34, 2011. Composição atribuída ao século VIII a.C..
- , Biblioteca, The Library of Greek Mythology, tradução de Robin Hard, Oxford World’s Classics, 1997. Compilação de época imperial romana.
- , Early Greek Myth: A Guide to Literary and Artistic Sources, Johns Hopkins University Press, 1993.
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