1º lugar: Medusa e as Górgonas
Também grafado Gorgo e Gorgones
Greco-romana Terrestre Séc. VIII a.C.
Trio de irmãs monstruosas de cabelos serpentinos, das quais apenas Medusa é mortal; seu olhar petrifica quem o encara.
Motivo da colocação
Iconografia apotropaica anterior aos textos, episódio narrativo completo e um dos motivos visuais mais reaproveitados da arte ocidental, de moedas antigas à escultura moderna.
Origem e documentação
Hesíodo nomeia as três irmãs e distingue Medusa como a única mortal. O rosto górgono aparece antes disso em contexto apotropaico, aplicado a templos, escudos e cerâmica para afastar o mal.
Narrativa principal
Perseu recebe auxílio divino — sandálias aladas, um elmo que torna invisível e um escudo polido — e decapita Medusa usando o reflexo para não encará-la. Da ferida nascem Pégaso e Crisaor. A cabeça, conservada, permanece eficaz como arma e é depois incorporada ao escudo de Atena.
Variantes e divergências entre fontes
- Ovídio introduz a versão em que Medusa foi transformada como punição, ausente nas fontes arcaicas.
- A iconografia arcaica mostra rosto grotesco e frontal; a arte helenística a representa com feições belas e trágicas.
- As fontes divergem sobre a localização da morada das irmãs.
Recepção posterior
A cabeça górgona tornou-se um dos motivos visuais mais reaproveitados da arte ocidental, de moedas antigas à escultura moderna.
Fontes desta posição
- , Teogonia, tradução de Jaa Torrano, Iluminuras, 2003. Composição atribuída ao século VII a.C..
- , Biblioteca, The Library of Greek Mythology, tradução de Robin Hard, Oxford World’s Classics, 1997. Compilação de época imperial romana.
- , Metamorfoses, tradução de Domingos Lucas Dias, Editora 34, 2017. Concluída por volta do ano 8 d.C..
- , Early Greek Myth: A Guide to Literary and Artistic Sources, Johns Hopkins University Press, 1993.
- , The Met Collection (Open Access), acervo digital, consulta contínua. Acervo