Weird Sea Monsters Monstros Lendários

Monstros marinhos

Monstros marinhos em mapas e bestiários ilustrados

Criaturas que existem, antes de tudo, como imagem: gravuras copiadas de obra em obra até se tornarem espécies bibliográficas.

11 posições Publicado em 18 de abril de 2026 Revisado em 12 de setembro de 2026

Entre os séculos XII e XVII, a Europa produziu um tipo peculiar de criatura: aquela cuja existência se dá na imagem antes do texto. Bestiários iluminados, mapas impressos e tratados de história natural copiavam gravuras uns dos outros, e cada cópia acrescentava alterações.

O estudo dessas criaturas é hoje um campo próprio, com bibliografia dedicada a rastrear qual figura deriva de qual texto e onde cada gravura foi copiada. Este ranking avalia as mais significativas desse conjunto.

Pesos deste ranking

Influência histórica
35%
Relevância cultural
20%
Antiguidade dos registros
20%
Alcance geográfico
15%
Presença nas narrativas
10%

A influência histórica domina a ponderação, porque nesta seleção o que importa é o efeito da imagem sobre obras posteriores. A presença nas narrativas tem peso mínimo: a maioria dessas criaturas não protagoniza episódio algum.

Como as notas são calculadas

Leitura das notas: As notas são avaliações editoriais comparativas sobre a documentação disponível. Não são medições, não expressam tamanho, idade, força ou perigo, e não devem ser lidas como dados científicos.

As 11 posições

A ordem resulta das notas ponderadas. Em caso de empate, a posição mais alta fica com a criatura de registro mais antigo.

1º lugar: Sirenes

Também grafado Seirenes e sereias gregas

Greco-romana MarítimoAéreo Séc. VIII a.C.

Cantoras insulares que atraem navegantes à morte pelo canto; na tradição grega são figuras com corpo de ave, não de peixe.

Motivo da colocação

Nos bestiários, a sirene-ave grega se converte em mulher-peixe. Essa transformação, rastreável manuscrito por manuscrito, é a mais consequente de toda a tradição ilustrada.

Origem e documentação

A confusão moderna entre sirene e mulher-peixe é medieval, não grega. A iconografia antiga as representa como aves de cabeça e busto femininos, frequentemente em contexto funerário.

Narrativa principal

Circe adverte Odisseu sobre a ilha onde o canto imobiliza quem escuta. Ele tampa os ouvidos da tripulação com cera e se faz amarrar ao mastro, atravessando a rota para ouvir sem sucumbir. Na versão dos Argonautas, Orfeu neutraliza o canto tocando mais alto.

Variantes e divergências entre fontes

  • O número varia entre duas, três e mais, com nomes divergentes nas fontes.
  • Autores antigos situam a ilha em pontos diferentes do Tirreno.
  • A forma de mulher-peixe consolida-se apenas em bestiários e iconografia medievais.

Recepção posterior

A fusão medieval entre a sirene-ave grega e figuras aquáticas produziu a sereia moderna, hoje presente em quase todas as tradições populares europeias.

Fontes desta posição

  • Homero, Odisseia, tradução de Trajano Vieira, Editora 34, 2011. Composição atribuída ao século VIII a.C..
  • Apolônio de Rodes, Argonáuticas, Argonautica, tradução de William H. Race, Loeb Classical Library, Harvard University Press, 2008. Século III a.C..
  • Anônimo, Physiologus, tradução de Michael J. Curley, University of Chicago Press, 1979. Alexandria, séc. II–IV d.C..
  • Timothy Gantz, Early Greek Myth: A Guide to Literary and Artistic Sources, Johns Hopkins University Press, 1993.

2º lugar: Aspidoquelone

Também grafado aspidochelone e a tartaruga-ilha

Europeia medieval Marítimo Séc. II – IV d.C.

Criatura marinha dos bestiários cujo dorso é tomado por ilha por navegantes, que ancoram sobre ela e afundam quando submerge.

Motivo da colocação

Presente no Physiologus e em todos os grandes bestiários latinos, com interpretação alegórica explícita e paralelos documentados em sagas islandesas e relatos árabes.

Origem e documentação

Presente no Physiologus, compilação alexandrina de leitura moral dos animais, e depois em todos os grandes bestiários latinos. Recebe interpretação alegórica explícita: a ilha falsa representa a tentação que parece segura.

Narrativa principal

Os bestiários relatam que a criatura exala odor agradável para atrair peixes e que sua superfície acumula areia e vegetação até parecer terra firme. Marinheiros desembarcam, acendem fogo, e a criatura submerge. O motivo tem paralelos em sagas islandesas e em textos árabes, sem dependência comprovada entre eles.

Variantes e divergências entre fontes

  • Aparece como tartaruga, baleia ou peixe enorme segundo o manuscrito.
  • Narrativas hagiográficas irlandesas trazem episódios equivalentes.
  • Versões árabes situam o mesmo motivo em contexto de navegação no Índico.

Fontes desta posição

  • Anônimo, Physiologus, tradução de Michael J. Curley, University of Chicago Press, 1979. Alexandria, séc. II–IV d.C..
  • Anônimo, Bestiário de Aberdeen (MS 24), University of Aberdeen, manuscrito digitalizado, c. 1200. Acervo
  • Anônimo, Bestiary: MS Bodley 764, tradução de Richard Barber, Boydell Press, 1993. Inglaterra, séc. XIII.
  • Chet Van Duzer, Sea Monsters on Medieval and Renaissance Maps, British Library, 2013.

3º lugar: Serpente marinha da Carta Marina

Também grafado serpente do mar da Noruega e sea orm

Europeia medieval Marítimo Séc. XVI

Serpente enorme representada na cartografia de Olaus Magnus enrolando-se em torno de um navio, imagem fundadora do monstro marinho renascentista.

Motivo da colocação

Definiu o modelo visual do monstro marinho europeu por mais de dois séculos. A imagem da serpente enlaçando um navio foi reproduzida por cartógrafos e naturalistas de várias nacionalidades.

Origem e documentação

Olaus Magnus, clérigo sueco exilado em Roma, publicou em 1539 um grande mapa do norte europeu povoado de criaturas marinhas e, em 1555, uma obra que as descreve em texto. Sua fonte declarada são relatos de pescadores e navegantes escandinavos.

Narrativa principal

O texto descreve uma serpente que surgiria diante da costa norueguesa em determinadas condições, atacando embarcações e sendo interpretada como presságio de mudanças políticas. A imagem da criatura enlaçando um navio foi copiada por cartógrafos e naturalistas por mais de dois séculos, tornando-se o modelo visual dominante do monstro marinho europeu.

Variantes e divergências entre fontes

  • Gessner e Aldrovandi reproduzem a figura com alterações, ampliando sua circulação.
  • A bibliografia recente identifica quais criaturas do mapa derivam de textos anteriores e quais parecem invenção do autor.

Recepção posterior

A Carta Marina é hoje objeto de estudo acadêmico dedicado, com bibliografia que rastreia criatura por criatura.

Fontes desta posição

  • Olaus Magnus, Carta Marina, mapa impresso em Veneza; exemplares na Biblioteca da Universidade de Uppsala, 1539.
  • Olaus Magnus, Historia de gentibus septentrionalibus, Roma, 1555.
  • Joseph Nigg, Sea Monsters: A Voyage around the World’s Most Beguiling Map, University of Chicago Press, 2013.
  • Chet Van Duzer, Sea Monsters on Medieval and Renaissance Maps, British Library, 2013.
  • Uppsala universitetsbibliotek, Coleções de cartografia histórica, acervo institucional, consulta contínua. Acervo

4º lugar: Unicórnio

Também grafado monoceros

Europeia medieval Terrestre Séc. IV a.C. – XVI

Quadrúpede de chifre único descrito em relatos gregos sobre a Índia e transformado pelos bestiários em figura de forte carga simbólica.

Motivo da colocação

Incluído porque o comércio europeu de supostos chifres — em geral dentes de narval — liga diretamente a tradição bestiária ao mar e a inventários de tesouros documentados.

Origem e documentação

Chega ao Ocidente pelas mesmas fontes que a mantícora, relatos gregos sobre terras distantes, e é depois absorvido pela tradição bestiária cristã, que lhe dá interpretação alegórica. O comércio de supostos chifres na Europa moderna deu à figura peso econômico real.

Narrativa principal

Os bestiários relatam que o animal seria indomável e apenas se aproximaria em circunstâncias muito específicas, base da alegoria que se tornou padrão na arte religiosa. O comércio europeu de chifres — em geral dentes de narval — é documentado em inventários de tesouros e é hoje estudado como capítulo da história das mercadorias exóticas.

Variantes e divergências entre fontes

  • Relatos antigos descrevem animal robusto, distante da figura equina da arte medieval.
  • A iconografia varia entre cabra, cavalo e composições mistas.
  • Tapeçarias europeias do final da Idade Média consolidaram a forma hoje reconhecível.

Fontes desta posição

  • Plínio, o Velho, História Natural, Natural History, Loeb Classical Library, Harvard University Press, séc. I d.C.. Concluída por volta de 77 d.C..
  • Anônimo, Physiologus, tradução de Michael J. Curley, University of Chicago Press, 1979. Alexandria, séc. II–IV d.C..
  • Anônimo, Bestiário de Aberdeen (MS 24), University of Aberdeen, manuscrito digitalizado, c. 1200. Acervo
  • The Metropolitan Museum of Art, The Met Collection (Open Access), acervo digital, consulta contínua. Acervo
  • Rijksmuseum, Rijksstudio, acervo digital, consulta contínua. Acervo

5º lugar: Basilisco

Também grafado Basiliscus e régulo

Greco-romana Terrestre Séc. I d.C.

Pequena serpente descrita por Plínio como capaz de matar pelo olhar e pelo bafo, que a Idade Média transformou em criatura galiforme.

Motivo da colocação

Exemplo clássico de criatura cuja forma popular atual nasceu de erro de transmissão textual e iconográfica: o réptil de Plínio tornou-se figura galiforme na Idade Média.

Origem e documentação

Plínio a apresenta como réptil pequeno com marca clara na cabeça, semelhante a uma coroa — daí o nome. A metamorfose em criatura com corpo de galo é desenvolvimento medieval, alheio à fonte romana.

Narrativa principal

As fontes antigas relatam que morria ao ver o próprio reflexo e que a doninha lhe era fatal, dois motivos que os bestiários repetiram por mil anos. A partir do século XIII, a iconografia europeia mistura o réptil com ave, criando a figura híbrida que se popularizou.

Variantes e divergências entre fontes

  • Bestiários medievais distinguem basilisco e cocatriz de forma inconsistente.
  • Crônicas urbanas europeias registram supostos casos em poços e adegas, sempre como relato local.

Recepção posterior

Um dos casos mais claros de criatura cuja forma popular atual nasceu de erro de transmissão textual e iconográfica, e não da fonte original.

Fontes desta posição

  • Plínio, o Velho, História Natural, Natural History, Loeb Classical Library, Harvard University Press, séc. I d.C.. Concluída por volta de 77 d.C..
  • Isidoro de Sevilha, Etimologias, The Etymologies of Isidore of Seville, tradução de Stephen A. Barney et al., Cambridge University Press, 2006. Hispânia visigótica, séc. VII.
  • Anônimo, Bestiário de Aberdeen (MS 24), University of Aberdeen, manuscrito digitalizado, c. 1200. Acervo
  • Conrad Gessner, Historia animalium, Zurique, 1551–1558.

6º lugar: Monge do mar

Também grafado monstrum marinum monachi e peixe-monge

Europeia medieval Marítimo Séc. XVI

Criatura marinha descrita nos tratados do século XVI como corpo de peixe com aspecto de figura encapuzada, dita encontrada no Báltico.

Motivo da colocação

O caso mais estudado de criatura nascida de um único relato repetido por autoridade: os naturalistas do século XVI debatiam sua classificação, não sua existência.

Origem e documentação

Relatada em 1546 na Dinamarca e incorporada em seguida às grandes obras de história natural do período, que reproduziram a mesma gravura com variações. É um dos casos mais estudados de criatura nascida de um único relato repetido por autoridade.

Narrativa principal

Os tratados descrevem o exemplar levado à corte dinamarquesa e discutem se seria peixe, presságio ou advertência divina. A discussão dos naturalistas é o ponto de interesse: eles debatiam classificação, não existência, o que mostra como funcionava a autoridade textual no século XVI.

Variantes e divergências entre fontes

  • A gravura muda de obra em obra, aproximando-se mais ou menos da figura humana.
  • Parte da bibliografia moderna propõe identificações com animais marinhos conhecidos, discussão que pertence à história da ciência.

Fontes desta posição

  • Guillaume Rondelet, Libri de piscibus marinis, Lyon, 1554.
  • Pierre Belon, L’histoire naturelle des estranges poissons marins, Paris, 1551.
  • Conrad Gessner, Historia animalium, Zurique, 1551–1558.
  • Chet Van Duzer, Sea Monsters on Medieval and Renaissance Maps, British Library, 2013.

7º lugar: Physeter

Também grafado prister e baleia sopradora

Europeia medieval Marítimo Séc. XVI

Criatura marinha das gravuras renascentistas que afundaria navios lançando colunas de água pelos orifícios da cabeça.

Motivo da colocação

Gravuras que mostram tripulações reagindo com trompas e canhões revelam que esses tratados eram lidos como manual de conduta no mar, e não como literatura de imaginação.

Origem e documentação

Nome derivado do grego para "soprador", aplicado nos tratados renascentistas a criaturas que expelem água. Aqui a fronteira com o animal real é especialmente tênue, já que o comportamento descrito parte da observação de cetáceos.

Narrativa principal

As gravuras mostram a criatura erguida diante de um navio, inundando o casco com jatos verticais, enquanto tripulantes sopram trompas ou disparam canhões para afugentá-la. Os tratados prescrevem essas reações como medidas práticas, o que revela quanto esses livros eram lidos como informação útil e não como ficção.

Variantes e divergências entre fontes

  • O termo é usado em tratados distintos para criaturas com atributos diferentes.
  • Parte da bibliografia moderna vê nessas figuras representações estilizadas de cetáceos.

Fontes desta posição

  • Olaus Magnus, Carta Marina, mapa impresso em Veneza; exemplares na Biblioteca da Universidade de Uppsala, 1539.
  • Olaus Magnus, Historia de gentibus septentrionalibus, Roma, 1555.
  • Conrad Gessner, Historia animalium, Zurique, 1551–1558.
  • Joseph Nigg, Sea Monsters: A Voyage around the World’s Most Beguiling Map, University of Chicago Press, 2013.

8º lugar: Bispo do mar

Também grafado episcopus marinus

Europeia medieval Marítimo Séc. XVI

Criatura marinha do século XVI representada com forma que sugere vestes e mitra episcopais, companheira bibliográfica do monge do mar.

Motivo da colocação

A leitura da silhueta de um animal marinho como figura eclesiástica diz mais sobre a cultura visual de uma Europa em disputa religiosa do que sobre qualquer criatura.

Origem e documentação

Circula nas mesmas obras que o monge do mar e é frequentemente apresentada em par com ele nas gravuras. A leitura da silhueta de um animal marinho como figura eclesiástica revela mais sobre a cultura visual da época do que sobre qualquer animal.

Narrativa principal

Os relatos falam de um exemplar apresentado a um rei e devolvido ao mar após gesto interpretado como pedido. A cena, repetida em várias obras, mostra como criaturas marinhas eram lidas em chave de sinal e presságio num período de intensa disputa religiosa na Europa.

Variantes e divergências entre fontes

  • As gravuras variam quanto à mitra, aos braços e à presença de escamas.
  • A prioridade entre monge e bispo do mar difere de obra para obra.

Fontes desta posição

  • Guillaume Rondelet, Libri de piscibus marinis, Lyon, 1554.
  • Conrad Gessner, Historia animalium, Zurique, 1551–1558.
  • Ulisse Aldrovandi, Monstrorum historia, Bolonha, 1642.
  • Chet Van Duzer, Sea Monsters on Medieval and Renaissance Maps, British Library, 2013.

9º lugar: Cocatriz

Também grafado cockatrice

Europeia medieval Terrestre Séc. XIV

Criatura de corpo galiforme e cauda serpentina, nascida na Europa tardo-medieval em parte por confusão de tradução e de imagem.

Motivo da colocação

Nasce da confusão entre basilisco, traduções bíblicas e iconografia de manuscritos, e é hoje estudada como caso-modelo de criatura produzida por erro de transmissão.

Origem e documentação

Resulta da fusão do basilisco romano com elementos de traduções bíblicas e de iconografia de manuscritos. A história da figura é hoje estudada como caso exemplar de criatura produzida por erro de transmissão textual.

Narrativa principal

As fontes tardias relatam o nascimento a partir de ovo posto por galo e chocado por réptil, e atribuem à criatura a capacidade de matar pelo olhar. As proteções prescritas repetem as do basilisco: espelho, doninha, canto do galo. A figura passou à heráldica e ao vocabulário literário inglês.

Variantes e divergências entre fontes

  • Os termos basilisco e cocatriz são usados de forma intercambiável em muitas fontes.
  • A iconografia varia entre réptil emplumado e ave com cauda de serpente.

Fontes desta posição

  • Anônimo, Bestiário de Aberdeen (MS 24), University of Aberdeen, manuscrito digitalizado, c. 1200. Acervo
  • Anônimo, Bestiary: MS Bodley 764, tradução de Richard Barber, Boydell Press, 1993. Inglaterra, séc. XIII.
  • Isidoro de Sevilha, Etimologias, The Etymologies of Isidore of Seville, tradução de Stephen A. Barney et al., Cambridge University Press, 2006. Hispânia visigótica, séc. VII.
  • Carol Rose, Giants, Monsters and Dragons: An Encyclopedia of Folklore, Legend and Myth, W. W. Norton, 2001.

10º lugar: Ziphius

Também grafado coruja-do-mar e peixe-espada monstruoso

Europeia medieval Marítimo Séc. XVI

Criatura marinha das gravuras renascentistas, de cabeça semelhante a de coruja e mandíbula capaz de partir embarcações.

Motivo da colocação

Existe quase inteiramente como imagem copiada, com texto parafraseado a cada edição. Documenta melhor que qualquer outra o mecanismo de reprodução bibliográfica do período.

Origem e documentação

Figura no repertório de Olaus Magnus e é depois reproduzida em obras de história natural do século XVI. Sua descrição mistura elementos de animais marinhos conhecidos com traços fantásticos, prática comum nesses tratados.

Narrativa principal

As gravuras a mostram atacando um navio ou devorando uma foca, cena que se repete com poucas variações de obra em obra. O caso ilustra bem o mecanismo de transmissão desses tratados: a imagem é copiada, o texto é parafraseado e a criatura ganha existência bibliográfica estável sem nenhuma observação nova.

Variantes e divergências entre fontes

  • O nome aparece grafado de várias formas nas edições latinas.
  • Certas gravuras acrescentam chifres ou alteram a forma da cabeça.

Fontes desta posição

  • Olaus Magnus, Carta Marina, mapa impresso em Veneza; exemplares na Biblioteca da Universidade de Uppsala, 1539.
  • Olaus Magnus, Historia de gentibus septentrionalibus, Roma, 1555.
  • Conrad Gessner, Historia animalium, Zurique, 1551–1558.
  • Chet Van Duzer, Sea Monsters on Medieval and Renaissance Maps, British Library, 2013.

11º lugar: Rosmarus

Também grafado morsa monstruosa das gravuras

Europeia medieval Marítimo Séc. XVI

Criatura marinha das gravuras nórdicas representada escalando penhascos com presas enormes, versão monstruosa da morsa.

Motivo da colocação

Animal existente que ingressa nos tratados já transformado, com exageros progressivos a cada nova gravura até se afastar completamente do ponto de partida.

Origem e documentação

Olaus Magnus descreve e ilustra o animal com base em relatos do extremo norte, exagerando proporções e comportamento. É exemplo claro de como um animal existente podia ingressar nos tratados já transformado em criatura fabulosa.

Narrativa principal

O texto relata que a criatura subiria penhascos apoiando-se nas presas para dormir no alto, e que caçadores a surpreenderiam nesse repouso. A cena foi reproduzida por gravadores de várias nacionalidades, cada um acrescentando alterações, até que a figura se afastasse completamente do animal de partida.

Variantes e divergências entre fontes

  • Gravuras posteriores exageram progressivamente as presas e a expressão facial.
  • O nome latino é usado em obras diferentes com sentidos não coincidentes.

Fontes desta posição

  • Olaus Magnus, Carta Marina, mapa impresso em Veneza; exemplares na Biblioteca da Universidade de Uppsala, 1539.
  • Olaus Magnus, Historia de gentibus septentrionalibus, Roma, 1555.
  • Conrad Gessner, Historia animalium, Zurique, 1551–1558.
  • Biodiversity Heritage Library, Acervo de história natural digitalizada, consórcio de bibliotecas, consulta contínua. Acervo
Quadro comparativo

Todas as notas em uma tabela

A mesma informação das posições acima, reunida para leitura rápida. A última coluna é a média ponderada pelos pesos declarados.

Notas por critério de cada posição do ranking
# Criatura Influência Relevância Antiguidade Alcance Narrativas Índice
Sirenes 9,5 9,0 9,5 8,0 7,0 89,3
Aspidoquelone 9,0 8,0 9,0 8,0 7,5 85,0
Serpente marinha da Carta Marina 10,0 8,5 7,0 8,0 6,5 84,5
Unicórnio 9,0 9,0 8,5 7,5 6,0 83,8
Basilisco 8,5 7,5 8,0 7,0 5,0 76,3
Monge do mar 9,0 6,5 6,5 6,0 4,5 71,0
Physeter 8,0 6,5 7,0 6,5 5,5 70,3
Bispo do mar 7,5 6,0 6,5 5,5 4,5 64,0
Cocatriz 7,0 6,0 6,5 6,0 4,5 63,0
10º Ziphius 7,5 5,5 6,5 5,5 4,5 63,0
11º Rosmarus 7,0 5,5 6,5 5,0 4,0 60,0
Bibliografia

Fontes citadas neste ranking

Reunião de todas as obras indicadas nas posições acima. A lista completa do acervo está em fontes.

  • Anônimo, Bestiary: MS Bodley 764, tradução de Richard Barber, Boydell Press, 1993. Inglaterra, séc. XIII.
  • Anônimo, Bestiário de Aberdeen (MS 24), University of Aberdeen, manuscrito digitalizado, c. 1200. Acervo
  • Anônimo, Physiologus, tradução de Michael J. Curley, University of Chicago Press, 1979. Alexandria, séc. II–IV d.C..
  • Apolônio de Rodes, Argonáuticas, Argonautica, tradução de William H. Race, Loeb Classical Library, Harvard University Press, 2008. Século III a.C..
  • Biodiversity Heritage Library, Acervo de história natural digitalizada, consórcio de bibliotecas, consulta contínua. Acervo
  • Carol Rose, Giants, Monsters and Dragons: An Encyclopedia of Folklore, Legend and Myth, W. W. Norton, 2001.
  • Chet Van Duzer, Sea Monsters on Medieval and Renaissance Maps, British Library, 2013.
  • Conrad Gessner, Historia animalium, Zurique, 1551–1558.
  • Guillaume Rondelet, Libri de piscibus marinis, Lyon, 1554.
  • Homero, Odisseia, tradução de Trajano Vieira, Editora 34, 2011. Composição atribuída ao século VIII a.C..
  • Isidoro de Sevilha, Etimologias, The Etymologies of Isidore of Seville, tradução de Stephen A. Barney et al., Cambridge University Press, 2006. Hispânia visigótica, séc. VII.
  • Joseph Nigg, Sea Monsters: A Voyage around the World’s Most Beguiling Map, University of Chicago Press, 2013.
  • Olaus Magnus, Carta Marina, mapa impresso em Veneza; exemplares na Biblioteca da Universidade de Uppsala, 1539.
  • Olaus Magnus, Historia de gentibus septentrionalibus, Roma, 1555.
  • Pierre Belon, L’histoire naturelle des estranges poissons marins, Paris, 1551.
  • Plínio, o Velho, História Natural, Natural History, Loeb Classical Library, Harvard University Press, séc. I d.C.. Concluída por volta de 77 d.C..
  • Rijksmuseum, Rijksstudio, acervo digital, consulta contínua. Acervo
  • The Metropolitan Museum of Art, The Met Collection (Open Access), acervo digital, consulta contínua. Acervo
  • Timothy Gantz, Early Greek Myth: A Guide to Literary and Artistic Sources, Johns Hopkins University Press, 1993.
  • Ulisse Aldrovandi, Monstrorum historia, Bolonha, 1642.
  • Uppsala universitetsbibliotek, Coleções de cartografia histórica, acervo institucional, consulta contínua. Acervo
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