Weird Sea Monsters Monstros Lendários

Tradição mitológica

Europa medieval e moderna

Camada formada por bestiários, enciclopédias naturais e cartografia, que reorganizou criaturas antigas e criou novas a partir de erros de leitura e de tradução.

Europa latina Séculos II – XVIII 17 criaturas no acervo

Esta não é uma mitologia no sentido usual, mas uma camada de transmissão decisiva. O Physiologus, os bestiários iluminados, as Etimologias de Isidoro de Sevilha e depois a história natural de Gessner e Aldrovandi funcionaram como o filtro pelo qual a Europa recebeu o repertório antigo.

Nesse processo, criaturas foram reinterpretadas em chave moral e alegórica, e algumas nasceram de mal-entendidos: nomes mal traduzidos, ilustrações copiadas de cópias, descrições de segunda mão transformadas em espécies.

Os mapas do período — a Carta Marina de Olaus Magnus à frente — são hoje objeto de estudo acadêmico próprio, com bibliografia dedicada a identificar cada criatura representada e suas fontes textuais.

Rankings

Listas que tratam desta tradição

Rankings dedicados a esta tradição ou que incluem suas criaturas em recortes comparativos.

Tradições mitológicas Europeia medieval

Criaturas lendárias da Europa medieval

Bestiários, vidas de santos, heráldica e coletas folclóricas: a camada que reorganizou o repertório antigo e inventou criaturas por erro de leitura.

12 posições Atualizado em setembro de 2026

Monstros marinhos Europeia medieval

Monstros marinhos em mapas e bestiários ilustrados

Criaturas que existem, antes de tudo, como imagem: gravuras copiadas de obra em obra até se tornarem espécies bibliográficas.

11 posições Atualizado em setembro de 2026

Cronologia

Criaturas desta tradição

Ordenadas pela atestação documental mais antiga identificável. A data é do registro, não da criatura.

Criaturas da tradição, ordenadas pela atestação
CriaturaRegistro mais antigoDocumentoAmbiente
Unicórnio Séc. IV a.C. – XVI Relatos gregos sobre a Índia, Physiologus e bestiários Terrestre
Aspidoquelone Séc. II – IV d.C. Physiologus e bestiários medievais Marítimo
Dragão de São Jorge Séc. XI – XIII Tradição hagiográfica e compilações medievais Terrestre e Águas interiores
Tarasca Séc. XIII Legendas hagiográficas medievais Águas interiores
Gargouille Séc. XIII – XV Tradição hagiográfica normanda Águas interiores
Lindworm Séc. XIII – XVIII Heráldica, crônicas urbanas e folclore germânico e nórdico Terrestre
Cocatriz Séc. XIV Bestiários tardios e traduções da Bíblia para o inglês Terrestre
Melusina Séc. XIV Romances franceses do final da Idade Média Águas interiores
Wyvern Séc. XIV – XVI Heráldica europeia e manuscritos iluminados Aéreo
Physeter Séc. XVI Carta Marina e tratados de história natural Marítimo
Rosmarus Séc. XVI Carta Marina e Historia de Olaus Magnus Marítimo
Serpente marinha da Carta Marina Séc. XVI Carta Marina, 1539, e Historia de gentibus septentrionalibus, 1555 Marítimo
Ziphius Séc. XVI Carta Marina e história natural renascentista Marítimo
Bispo do mar Séc. XVI Tratados de história natural renascentistas Marítimo
Monge do mar Séc. XVI Tratados de Rondelet, Belon e Gessner Marítimo
Lambton Worm Séc. XIX (coleta) Tradição do norte da Inglaterra, registrada em baladas e coletas folclóricas Águas interiores
Stoor Worm Séc. XIX (coleta) Coleta folclórica das Órcades Marítimo
Bibliografia

Fontes desta tradição

Fontes antigas, traduções de referência e obras de consulta usadas nas páginas desta tradição.

Bibliografia completa
  • Anônimo, Physiologus, tradução de Michael J. Curley, University of Chicago Press, 1979. Alexandria, séc. II–IV d.C..
  • Anônimo, Bestiário de Aberdeen (MS 24), University of Aberdeen, manuscrito digitalizado, c. 1200. Acervo
  • Anônimo, Bestiary: MS Bodley 764, tradução de Richard Barber, Boydell Press, 1993. Inglaterra, séc. XIII.
  • Isidoro de Sevilha, Etimologias, The Etymologies of Isidore of Seville, tradução de Stephen A. Barney et al., Cambridge University Press, 2006. Hispânia visigótica, séc. VII.
  • Conrad Gessner, Historia animalium, Zurique, 1551–1558.
  • Ulisse Aldrovandi, Monstrorum historia, Bolonha, 1642.
  • Olaus Magnus, Carta Marina, mapa impresso em Veneza; exemplares na Biblioteca da Universidade de Uppsala, 1539.
  • Olaus Magnus, Historia de gentibus septentrionalibus, Roma, 1555.
  • Chet Van Duzer, Sea Monsters on Medieval and Renaissance Maps, British Library, 2013.
  • Joseph Nigg, Sea Monsters: A Voyage around the World’s Most Beguiling Map, University of Chicago Press, 2013.