1º lugar: Dragão de São Jorge
Também grafado dragão da Legenda Áurea
Europeia medieval TerrestreÁguas interiores Séc. XI – XIII
Criatura de uma das narrativas hagiográficas mais difundidas da Europa, vencida por um cavaleiro santo para libertar uma cidade de tributo humano.
Motivo da colocação
A narrativa de criatura mais difundida de toda a Europa medieval, carregada junto com o culto ao santo até Inglaterra, Catalunha, Geórgia, Etiópia e Portugal. O esquema é mínimo e transportável: cidade sob tributo, sorteio de vítimas, cavaleiro, lança.
Origem e documentação
O episódio do combate não pertence às versões mais antigas da hagiografia do santo: é acréscimo medieval que se torna dominante a partir do século XIII e se difunde por meio de compilações e da arte religiosa.
Narrativa principal
A cidade sitiada entrega vítimas sorteadas à criatura que habita uma lagoa, até que a filha do rei é escolhida. O cavaleiro chega, fere a criatura e a conduz submissa à cidade, onde ocorre a conversão coletiva. A estrutura é a mesma da narrativa grega de Perseu e Andrômeda, com finalidade religiosa em lugar de heroica.
Variantes e divergências entre fontes
- Algumas versões enfatizam a submissão e a conversão; outras, a morte imediata da criatura.
- A localização muda entre versões, refletindo a apropriação local do santo.
Recepção posterior
É provavelmente a cena de combate contra criatura mais representada na arte europeia, presente em pintura, escultura, bandeiras e brasões nacionais.