1º lugar: Aspidoquelone
Também grafado aspidochelone e a tartaruga-ilha
Europeia medieval Marítimo Séc. II – IV d.C.
Criatura marinha dos bestiários cujo dorso é tomado por ilha por navegantes, que ancoram sobre ela e afundam quando submerge.
Motivo da colocação
O motivo da falsa ilha aparece em textos gregos tardios, em bestiários latinos, em sagas islandesas e em relatos árabes, o que lhe dá distribuição rara e uma história de transmissão excepcionalmente rica.
Origem e documentação
Presente no Physiologus, compilação alexandrina de leitura moral dos animais, e depois em todos os grandes bestiários latinos. Recebe interpretação alegórica explícita: a ilha falsa representa a tentação que parece segura.
Narrativa principal
Os bestiários relatam que a criatura exala odor agradável para atrair peixes e que sua superfície acumula areia e vegetação até parecer terra firme. Marinheiros desembarcam, acendem fogo, e a criatura submerge. O motivo tem paralelos em sagas islandesas e em textos árabes, sem dependência comprovada entre eles.
Variantes e divergências entre fontes
- Aparece como tartaruga, baleia ou peixe enorme segundo o manuscrito.
- Narrativas hagiográficas irlandesas trazem episódios equivalentes.
- Versões árabes situam o mesmo motivo em contexto de navegação no Índico.
Fontes desta posição
- , Physiologus, tradução de Michael J. Curley, University of Chicago Press, 1979. Alexandria, séc. II–IV d.C..
- , Bestiário de Aberdeen (MS 24), University of Aberdeen, manuscrito digitalizado, c. 1200. Acervo
- , Bestiary: MS Bodley 764, tradução de Richard Barber, Boydell Press, 1993. Inglaterra, séc. XIII.
- , Sea Monsters on Medieval and Renaissance Maps, British Library, 2013.