Origem e documentação
O nome se firma na literatura no século XVIII, com a história natural do bispo Erik Pontoppidan, que compilou relatos de pescadores noruegueses. Antes disso, criaturas com traços semelhantes aparecem sob outros nomes em textos nórdicos medievais.
Narrativa principal
Os relatos compilados descrevem um corpo tão vasto que navegantes o tomariam por terra firme, ancorando sobre ele até que submergisse. Outro elemento recorrente é a abundância de peixes sobre a criatura, que atrairia embarcações. A obra de Pontoppidan tratava esses relatos como história natural, e é nessa condição que a figura interessa hoje: como documento de como o Atlântico Norte era imaginado.
Variantes e divergências entre fontes
- A forma de cefalópode gigante é consolidação do século XIX, não das fontes escandinavas iniciais.
- Alguns autores setecentistas o descrevem antes como criatura semelhante a caranguejo ou estrela-do-mar.
- Textos nórdicos medievais descrevem criaturas comparáveis com nomes distintos, sem usar este termo.
Recepção posterior
Tornou-se o monstro marinho mais citado da cultura ocidental moderna e nome de uso corrente para qualquer criatura colossal do mar.
Sobre esta página: a descrição acima reproduz o que as fontes indicadas registram sobre uma criatura de narrativa cultural. Nada aqui afirma sua existência, e não atribuímos tamanho, idade, força ou perigo que as fontes não declarem.
Rankings em que Kraken aparece
A mesma criatura recebe notas diferentes em rankings diferentes, porque cada lista pondera os critérios de outra maneira. As notas são avaliações editoriais comparativas sobre a documentação disponível. Não são medições, não expressam tamanho, idade, força ou perigo, e não devem ser lidas como dados científicos.
Fontes desta criatura
- , Det første Forsøg paa Norges naturlige Historie, Copenhague, 1752–1753. História natural setecentista; compila relatos orais.
- , Konungs skuggsjá (O Espelho do Rei), The King’s Mirror, tradução de Laurence M. Larson, American-Scandinavian Foundation, 1917. Noruega, c. 1250.
- , Historia de gentibus septentrionalibus, Roma, 1555.
- , Sea Monsters: A Voyage around the World’s Most Beguiling Map, University of Chicago Press, 2013.
- , Sea Monsters on Medieval and Renaissance Maps, British Library, 2013.
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