Europa medieval e moderna
Monge do mar
Também grafado monstrum marinum monachi e peixe-monge
Criatura marinha descrita nos tratados do século XVI como corpo de peixe com aspecto de figura encapuzada, dita encontrada no Báltico.
Origem e documentação
Relatada em 1546 na Dinamarca e incorporada em seguida às grandes obras de história natural do período, que reproduziram a mesma gravura com variações. É um dos casos mais estudados de criatura nascida de um único relato repetido por autoridade.
Narrativa principal
Os tratados descrevem o exemplar levado à corte dinamarquesa e discutem se seria peixe, presságio ou advertência divina. A discussão dos naturalistas é o ponto de interesse: eles debatiam classificação, não existência, o que mostra como funcionava a autoridade textual no século XVI.
Variantes e divergências entre fontes
- A gravura muda de obra em obra, aproximando-se mais ou menos da figura humana.
- Parte da bibliografia moderna propõe identificações com animais marinhos conhecidos, discussão que pertence à história da ciência.
Sobre esta página: a descrição acima reproduz o que as fontes indicadas registram sobre uma criatura de narrativa cultural. Nada aqui afirma sua existência, e não atribuímos tamanho, idade, força ou perigo que as fontes não declarem.
Rankings em que Monge do mar aparece
A mesma criatura recebe notas diferentes em rankings diferentes, porque cada lista pondera os critérios de outra maneira. As notas são avaliações editoriais comparativas sobre a documentação disponível. Não são medições, não expressam tamanho, idade, força ou perigo, e não devem ser lidas como dados científicos.
Fontes desta criatura
- , Libri de piscibus marinis, Lyon, 1554.
- , L’histoire naturelle des estranges poissons marins, Paris, 1551.
- , Historia animalium, Zurique, 1551–1558.
- , Sea Monsters on Medieval and Renaissance Maps, British Library, 2013.
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