1º lugar: Nāgas
Também grafado naga e nagas
Indiana Águas interioresSubterrâneoMarítimo I milênio a.C. – presente
Seres serpentinos das tradições indianas, guardiões de águas, tesouros e umbrais, com culto ativo até hoje.
Motivo da colocação
Incorporados fisicamente à arquitetura de templos em vários países da região, com escadarias, balaustradas e pontes em forma de serpente, além de festivais e culto ativos.
Origem e documentação
Presentes nas épicas, nos Purāṇas e na iconografia arquitetônica de toda a Índia e do Sudeste Asiático. Diferentemente das serpentes monstruosas do Ocidente, são objeto de devoção, com santuários e festivais próprios.
Narrativa principal
Aparecem como guardiões de reservatórios e de tesouros, protetores de figuras sagradas e habitantes de um reino subterrâneo. Em episódios budistas, uma dessas criaturas protege o Buda com o próprio corpo durante uma tempestade. A ambivalência é constante: podem punir e podem proteger, conforme o tratamento recebido.
Variantes e divergências entre fontes
- Iconografias diferem entre Índia, Camboja, Tailândia e Indonésia.
- Algumas tradições os apresentam com múltiplas cabeças; outras, com forma inteiramente humana.
- A relação com o culto de fontes e reservatórios varia regionalmente.
Recepção posterior
A arquitetura de templos do Sudeste Asiático incorpora essas criaturas em escadarias, balaustradas e pontes, tornando-as presença material cotidiana.
Fontes desta posição
- , Mahābhārata, tradução de J. A. B. van Buitenen, University of Chicago Press, 1973–1978.
- , Rāmāyaṇa, The Rāmāyaṇa of Vālmīki, editado por Robert P. Goldman, Princeton University Press, 1984–2017.
- , Bhāgavata Purāṇa, edições e traduções acadêmicas do corpus purânico, séc. IX–X (redação).