1º lugar: Quetzalcóatl
Também grafado serpente emplumada
Mesoamericana e andina AéreoTerrestre I milênio a.C. – séc. XVI
Serpente emplumada mesoamericana, uma das figuras com maior continuidade iconográfica documentada nas Américas.
Motivo da colocação
Mais de um milênio de continuidade iconográfica documentada, com templos inteiros dedicados à figura e fachadas cobertas de cabeças serpentinas.
Origem e documentação
A imagem da serpente emplumada aparece em contextos arqueológicos mesoamericanos por mais de um milênio, de construções monumentais a cerâmica e códices. Os textos que a descrevem em detalhe são coloniais, o que impõe cautela interpretativa.
Narrativa principal
As fontes coloniais associam a figura à criação, ao vento, ao conhecimento e à ordem civilizatória, além de narrativas sobre partida e retorno. Templos inteiros foram dedicados a ela, com fachadas cobertas de cabeças serpentinas, o que faz dessa criatura um dos casos mais bem documentados materialmente do acervo mundial.
Variantes e divergências entre fontes
- Aparece sob nomes distintos em diferentes línguas e regiões mesoamericanas.
- A associação com um governante histórico de Tula é tema de debate acadêmico.
- Interpretações coloniais introduzem elementos ausentes das fontes pré-colombianas.
Fontes desta posição
- , Códice Florentino (Historia general de las cosas de Nueva España), Biblioteca Medicea Laurenziana, Florença; edições fac-similares, séc. XVI.
- , An Illustrated Dictionary of the Gods and Symbols of Ancient Mexico and the Maya, Thames & Hudson, 1993.
- , Chilam Balam de Chumayel, edições e traduções acadêmicas, séc. XVIII (manuscrito).
Links relacionados
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