Motivo da colocação
Figura de ambivalência estrutural: obstáculo e doadora ao mesmo tempo, guardiã do limiar entre o mundo conhecido e a floresta. A mais estudada de toda a tradição.
Origem e documentação
Menções escritas começam no século XVIII, e a documentação ampla vem das coleções de contos do século XIX. Sua ambivalência é estruturalmente importante: não é apenas antagonista.
Narrativa principal
As narrativas a apresentam vivendo em uma clareira cercada por elementos de advertência, testando quem a procura com tarefas impossíveis. Quem responde corretamente às suas perguntas e trata a casa com respeito recebe objetos ou informações essenciais. Ela funciona como guardiã de limiar entre o mundo conhecido e a floresta.
Variantes e divergências entre fontes
- Aparece como figura única ou como três irmãs em diferentes contos.
- O grau de hostilidade varia muito entre versões.
- O meio de locomoção — pilão e mão de pilão — é descrito de formas ligeiramente distintas.
Fontes desta posição
- , Contos Populares Russos, Narodnye russkie skazki, coletânea original, 1855–1863.
- , Russian Folk Belief, M. E. Sharpe, 1989.
- , Encyclopedia of Russian and Slavic Myth and Legend, ABC-CLIO, 1998.