Grécia e Roma
Mantícora
Também grafado Martichoras
Criatura com corpo de leão, rosto humano e cauda armada de espinhos, descrita em relatos gregos sobre a Índia.
Origem e documentação
A descrição chega ao grego por meio de Ctésias, médico que serviu na corte persa, e é depois repetida por Plínio e Eliano. O nome é interpretado como derivado de expressão persa para devorador de homens.
Narrativa principal
As fontes antigas a situam em regiões distantes e a descrevem atacando seres humanos e arremessando espinhos da cauda. O caso interessa à história das ideias porque mostra como informação de terceira mão sobre terras remotas virava entrada estável em enciclopédias naturais.
Variantes e divergências entre fontes
- Bestiários medievais acrescentam fileiras triplas de dentes e outros detalhes.
- A forma da cauda varia entre escorpiônica e armada de dardos.
Sobre esta página: a descrição acima reproduz o que as fontes indicadas registram sobre uma criatura de narrativa cultural. Nada aqui afirma sua existência, e não atribuímos tamanho, idade, força ou perigo que as fontes não declarem.
Rankings em que Mantícora aparece
A mesma criatura recebe notas diferentes em rankings diferentes, porque cada lista pondera os critérios de outra maneira. As notas são avaliações editoriais comparativas sobre a documentação disponível. Não são medições, não expressam tamanho, idade, força ou perigo, e não devem ser lidas como dados científicos.
Fontes desta criatura
- , História Natural, Natural History, Loeb Classical Library, Harvard University Press, séc. I d.C.. Concluída por volta de 77 d.C..
- , Da Natureza dos Animais, On the Characteristics of Animals, Loeb Classical Library, séc. II–III d.C.. Compilação de época imperial.
- , Bestiary: MS Bodley 764, tradução de Richard Barber, Boydell Press, 1993. Inglaterra, séc. XIII.
- , Giants, Monsters and Dragons: An Encyclopedia of Folklore, Legend and Myth, W. W. Norton, 2001.
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